Rio Nilo
“O Egito é dádiva do Nilo”
O rio Nilo era a fonte de vida do povo egípcio, que vivia basicamente da agricultura.
De
junho a setembro, no período das cheias, as fortes chuvas inundavam o
rio; este transbordava e cobria grandes extensões de terras que o
margeavam. Essas águas fertilizavam o solo com a matéria orgânica que
traziam, que se transformava em fertilizante de primeira qualidade.
Além de fertilizantes, o rio trazia a abundância de peixes e dava chances a milhares de barcos navegando.
Para
o povo egípcio, era uma verdadeira bênção dos deuses. Aliás o próprio
rio era tido como sagrado. Mas o Egito não era só esse presente da
natureza. Havia necessidade de inteligência, do trabalho, da aplicação e
da organização dos homens. No tempo da estiagem, num trabalho de união
de forças e de conjunto, os egípcios aproveitavam as águas do rio para
levar a irrigação até as terras mais distantes ou construir diques para
controlar suas cheias.
Após as cheias, as águas baixavam, desmanchando as divisas das propriedades agrícolas.
Assim,
todos os anos era necessário o trabalho do homem para medir, calcular, e
isso ocasionou o desenvolvimento da geometria e da matemática.
Esse esforço comum e a unidade geográfica facilitaram um governo único e centralizador.
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